DEPOIS DE UM LITRO

jack2

DEPOIS DE UM LITRO

 

Pra soletrar candelabro

depois de um litro de uísque

estou contigo e não abro!

(se eu apagar, me belisque)!

 

Paulo Miranda Barreto 07/2014

Este trabalho está licenciado com uma Licença Creative Commons – Atribuição-CompartilhaIgual 4.0 Internacional.

jack 1

Anúncios

MODERNO Á MODA ANTIGA

tv

MODERNO Á MODA ANTIGA

(Televisão pra burro!)

I

A tv aberta aperta minha mente

e a tv á cabo acaba comigo.        

A internet entrete doentiamente

e as redes sociais são um “pirigo”

Eu era futurista, antigamente. . .

Presentemente adoro ler um livro

(ou dois ou três ou mais, constantemente).

Acho que sou moderno ao modo antigo.

II

 

A mídia aberta aperta minha mente,

me aparta da realidade minha

e mente uma verdade transparente

que a gente finge ser de mentirinha. . .

 

 

Antes que eu fique burro de repente

e “desça até o chão”,  “perdendo a linha”,

vou buscar distração mais consistente. . .

Não há vida inteligente ante á “telinha”.

PAULO MIRANDA BARRETO 28/04/2015

Este trabalho está licenciado com uma Licença Creative Commons – Atribuição-CompartilhaIgual 4.0 Internacional.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

CONDOMÍNIOS DOMINADOS

CONDOMÍNIOS

CONDOMÍNIOS DOMINADOS

 

Já moramos em cavernas.

Hoje, temos condomínios.

 

Estamos encarcerados

em nossos próprios

domínios.         

 

Anjos endemoniados

farejam nosso fascínio. . .

Dispostos á tudo e dados

ao hábito do extermínio.

 

 

Mal amados, bem armados,

dotados de raciocínio,

dão-se ao crime organizados

em notório predomínio.

 

 

Vivemos encarcerados

reféns desse morticínio. . .

 

Nós estamos dominados

em nossos próprios

domínios.

 

Já moramos em cavernas. . .

Hoje temos condomínios.

 

Mas também temos “favelas”,

as pátrias sem patrocínio. . .

 

Ficam bambas nossas pernas

diante deste vaticínio:

 

A nossa Babel moderna

mergulha em franco declínio. . .

 

PAULO MIRANDA BARRETO/2015

Este trabalho está licenciado com uma Licença Creative Commons – Atribuição-CompartilhaIgual 4.0 Internacional.

 

 

PRIMEIRA IMPRESSÃO DA ÍNDIA

INDIA 2

PRIMEIRA IMPRESSÃO DA ÍNDIA

 

Na Índia, as pessoas são felizes

tendo quase nada.

Passam a impressão sublime

de que quando a posse é mínima

a felicidade é máxima!

 

A ‘miséria da matéria’

parece enche-las de paz!

São pessoas melhores. . .

quase etéreas

hilárias, felicíssimas demais!

 

Superam em muito, nós ocidentais. . .

A humildade nelas é uma coisa séria!

 

Serão bilionários espirituais?

(ou nós é que vivemos na miséria?)

 

PAULO MIRANDA BARRETO 08/2014

Este trabalho está licenciado com uma Licença Creative Commons – Atribuição-CompartilhaIgual 4.0 Internacional.

 

 

 

 

 

 

NO CÉU NÃO TEM MACDONALDS

INFANCIA

NO CÉU NÃO TEM MACDONALDS

 

Limpa o vidro do carro, menininho sujo.

Seu sorriso é grátis e sempre se abre

no farol fechado.

 

Como é ser marujo num mar de egoísmo?

Nosso mundo tem fé no ceticismo. . .

 

Alguém já lhe falou

que tudo passa?

 

 

Que cheiro têm as nuvens de fumaça?

Você pensa em balões de gás carbônico?

Entende o que é irônico, menino?

 

Quantos centavos valem o seu sonho?

(Se é que você sonha). O realismo

do seu malabarismo é tão palpável!

 

 

Sinal vermelho, olhos irritados,

senhores estressados

ao volante. . .

 

(O seu stress é insignificante)

 

Alguém já lhe falou

que a vida é injusta?

 

 

Alguém já lhe ensinou que amar não custa?

Cê sabe quanto custa um big mac?     

 

Assusta a indiferença , né, moleque?

 

Nossa ganância imensa nunca basta. . .

Sofrer ainda é tudo o que lhe resta

e a nossa horrenda festa ainda lhe arrasta

pro crime e pra prisão . . . Festa nefasta!

 

(Quem diz amar o próximo o detesta).

 

PAULO MIRANDA BARRETO 25/12/2014

Este trabalho está licenciado com uma Licença Creative Commons – Atribuição-CompartilhaIgual 4.0 Internacional.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

DE PER SI

DE PER SI

DE PER SI

 

Sei que nasci

mas, respiro

só se te vejo sem roupa.

 

 

Só se te vejo, deliro

e lépido,

tiro a capa.            

 

 

Só se te vejo, trovejo

e chovo. . .

Água na boca!

 

 

Sei que nasci

mas, prefiro

morrer. . .se tu não me tocas.

 

PAULO MIRANDA BARRETO          21/04/2015

Este trabalho está licenciado com uma Licença Creative Commons – Atribuição-CompartilhaIgual 4.0 Internacional.

FINGIDOR?

FINGIDOR

FINGIDOR?

 

“Borboletas são flores que voejam”.

Penso nisso esperando o elevador. . .

Ao redor, realistas que bocejam,

sonham ter algum sonho promissor.

 

Oh, Senhor! Eu sou sempre tão sincero!

Será mesmo o poeta um fingidor?

 

PAULO MIRANDA BARRETO       (PILLS) 03/2015

Este trabalho está licenciado com uma Licença Creative Commons – Atribuição-CompartilhaIgual 4.0 Internacional.

 

 

MODUS OPERANDI

CatRedEyes

MODUS OPERANDI

 

Ando manso feito gato sobre muro,

feito gatuno no escuro.

Passo por tudo apagado.

 

Num piscar de olhos,

esqueço o presente,

pressinto o passado

e relembro o futuro.

 

Não morrerá de velho

o meu seguro.

 

Eu quero um pouco de tudo,

e como quem não quer nada,

escrevo um poema mudo. . .

e acendo o Sol em plena madrugada.        

 

PAULO MIRANDA BARRETO 10/02/2014

 Este trabalho está licenciado com uma Licença Creative Commons – Atribuição-CompartilhaIgual 4.0 Internacional.

 

                                                                        

UM DIA, TARDE DA NOITE.

tarde

UM DIA, TARDE DA NOITE

 

Acho coisas escondidas

onde ninguém mais procura:

Em plena tarde

encontro a noite escura.

 

Ao meio dia, encontro

a noite inteira

que sempre esteve lá. . .

(Ninguém sabia!)

 

Eu acho o que você não perderia

e tudo o que você não lembra mais.

 

Você verá, mais dia menos dia,

que as noites e as manhãs nascem iguais.

 

PAULO MIRANDA BARRETO 15, MARÇO,2015

Este trabalho está licenciado com uma Licença Creative Commons – Atribuição-CompartilhaIgual 4.0 Internacional.

A ALMA DO NEGÓCIO, POESIA

1007

 

A ALMA DO NEGÓCIO, POESIA!

 

Da infância á adolescência

pela inteira ausência de melhor negócio

ousei fazer do ócio sacerdócio

Fui cão roendo os ossos de um ofício

 

 

Por insuficiência de mais vícios

ou por ter vários deles como sócios

pendi para a indecência e pra malícia

(ou pra docilidade mais indócil)

 

 

‘Virei poeta, né’? Parece fácil

se dito assim com muita displicência. . .

Mas foi com abundância de suplícios

submergindo em mares de emergência

 

 

Entrei na fase adulta com indícios

notórios de uma humilde prepotência

caçando lucidez pelos hospícios

me enchi de paz, ciência e paciência

 

 

Coando e decorando a incoerência

e predisposto ao gosto por resquícios

fiz versos com excessos dessa ardência

que abunda em sonhos sub-reptícios

 

 

Especializei-me em penitências

que ser poeta é mais que um sacrifício.. .

É sacro ofício afeito á irreverências

benção maldita . . . exício fictício

 

 

E cá estou, ileso e capadócio

no mais pleno exercício da existência

Unido á poesia num consórcio

em que há de tudo menos reticência. . .

                                      

 

E hei de envelhecer sob os auspícios                              

dessa união feliz e sem prudência

que é infinita , excita os reinícios

e ferve no fervor da efervescência!

 

PAULO MIRANDA BARRETO 18/04/2015

 

Este trabalho está licenciado com uma Licença Creative Commons – Atribuição-CompartilhaIgual 4.0 Internacional.