POEMA SOB A LUZ DE MEU AVÔ

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POEMA SOB A LUZ DE MEU AVÔ

                                                    (IN MEMORIAM)

 

O meu avô, de saudade,

chorava de fazer dó,

quando lembrava Alagoas,

capital de Maceió.

 

Hoje, cheio de saudade

e longe de minha avó,

relembro as histórias dele. . .

Meu peito chega á dar nó. . .

 

Veio de sua cidade

leigo e pobre como Jó

mas, tinha a dignidade

de um Rei, de um Faraó!

 

Iletrado e sem vaidade,

construiu com seu suor

uma vida de Verdade,

Honra, Caráter e Amor.

 

De toda adversidade,

do que enfrentou de pior,

com garra e serenidade

sempre saiu vencedor.

 

 

Suas lições de Hombridade,

seu sorriso acolhedor,

sua Alegria “sem grade”. . .

trago guardadas de cór. . .

 

Quem provou sua Bondade,

 soube bem o seu Valor. . .

Foi exemplo de Humildade,

de Fé, de Raça e Vigor.

 

Por mais que doa, a saudade,

senti-la me faz melhor.

Saudade é uma coisa boa.

Quem lembra, nunca está só.

 

 

Juro que algumas pessoas

tornam á luz, não ao pó. . .

Meu avô sempre foi Luz. . .

Agora é uma Luz maior

 

brilhando na Eternidade

mais que o Sol de Maceió. . .

Meu vô João! Que SAUDADE!

(Quem lembra, nunca está só).

 

Paulo Miranda Barreto

Em memória de meu amado avô, João Sebastiâo da Silva

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