FEITO EFEITO

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FEITO EFEITO

Além dessas letras que extraio do absurdo

e organizo em versos para ninguém ler

não sei de nada não . . . nem sei de tudo

No fundo, eu prefiro nem saber

 

 

E enquanto a tarde cai dos edifícios

engarrafando as ruas sem querer

eu faço um inventário dos meus vícios

a começar daqueles que amo ter

 

 

Gritar não adianta, Deus é surdo. . .

E se não é, adora fingir ser

Escrevo porque gosto de estar mudo

e tenho muito, muito o que dizer

 

 

Eu já não faço outros sacrifícios

além dos necessários pra viver. . .

Poemas são apenas artifícios

que eu uso pra lembrar-me de esquecer

 

 

que o paraíso é feito de suplícios

e que o inferno é feito de prazer.

PAULO MIRANDA BARRETO

Este trabalho está licenciado com uma Licença Creative Commons – Atribuição CompartilhaIgual 4.0 Internacional -.

 

 

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