LAGARTAS E BORBOLETAS

butterfly

LAGARTAS E BORBOLETAS

 I

A lagarta

que se arrasta. . .

A borboleta

que voa.. .

 

Só observá-las basta

pra concluir que a pessoa

não nasce nem morre á toa.

Deus é inteligência vasta.

 

A lagarta

 que se arrasta,

será borboleta

de asas abertas. . .

 

Algumas coisas são certas:

Tudo, tudo tem saída. . .

 

A morte nasce da vida

(e vice-versa).

 

A morte é uma lagarta

adormecida. . .

 

(Também é a borboleta

que desperta.)

 

II

 

A morte nos leva á vida

que a vida leva encoberta. . .

A morte é só saída pra outra vida

de muito mais luz repleta.

 

Morte é vida além da vida.

Ponto de partida e meta.

 

“Metamorfose completa”

Morrer é um parto ás avessas. . .

Morte é vida que começa

no aparente fim da vida.

 

Quando a alma se liberta

da crisálida vencida

é igual a borboleta que desperta. . .

do sono da lagarta adormecida.

 

Morrer é ver a vida descoberta.

Sem véus e sem enganos. .  . Colorida!

A morte é nossa velha conhecida,

nos chega sem aviso sem alerta.

 

É certo, quase sempre desconcerta. . .

Pois chega inesperada, impressentida.

Nossa única certeza, sempre certa. . .

Não decreta nosso fim. O fim da vida

 

transporta-nos ao porto de outra vida

que é a vida mesma, mais “esperta”.

Morte é vida, é transporte, volta e ida.

As lagartas serão sempre borboletas.

III

A lagarta adormecida,

no seu falso “fim da vida”

será sempre a borboleta que desperta

de asas abertas para a nova Vida.

 

PAULO MIRANDA BARRETO 03/2015

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POEMA SOB A LUZ DE MEU AVÔ

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POEMA SOB A LUZ DE MEU AVÔ

                                                    (IN MEMORIAM)

 

O meu avô, de saudade,

chorava de fazer dó,

quando lembrava Alagoas,

capital de Maceió.

 

Hoje, cheio de saudade

e longe de minha avó,

relembro as histórias dele. . .

Meu peito chega á dar nó. . .

 

Veio de sua cidade

leigo e pobre como Jó

mas, tinha a dignidade

de um Rei, de um Faraó!

 

Iletrado e sem vaidade,

construiu com seu suor

uma vida de Verdade,

Honra, Caráter e Amor.

 

De toda adversidade,

do que enfrentou de pior,

com garra e serenidade

sempre saiu vencedor.

 

 

Suas lições de Hombridade,

seu sorriso acolhedor,

sua Alegria “sem grade”. . .

trago guardadas de cór. . .

 

Quem provou sua Bondade,

 soube bem o seu Valor. . .

Foi exemplo de Humildade,

de Fé, de Raça e Vigor.

 

Por mais que doa, a saudade,

senti-la me faz melhor.

Saudade é uma coisa boa.

Quem lembra, nunca está só.

 

 

Juro que algumas pessoas

tornam á luz, não ao pó. . .

Meu avô sempre foi Luz. . .

Agora é uma Luz maior

 

brilhando na Eternidade

mais que o Sol de Maceió. . .

Meu vô João! Que SAUDADE!

(Quem lembra, nunca está só).

 

Paulo Miranda Barreto

Em memória de meu amado avô, João Sebastiâo da Silva

AMIGOS,AMIGOS…PARTIDOS, Á PARTE.

BRAVAGENTE2

AMIGOS, AMIGOS. . .PARTIDOS Á PARTE.

      (ou APARTE SOBRE PARTIDOS)

 

 

O BRASIL NÃO TEM PARTIDO,

É REPARTIDO ENTRE RATOS,

DIVIDIDO ENTRE BANDIDOS,

E VENDIDO BEM BARATO!

 

O BRASIL NÃO TEM PARTIDO.

TÁ SEM CACHORRO NO MATO.

TÁ MORALMENTE FALIDO.

(SENÃO, FALIDO DE FATO).

 

O BRASIL TÁ CORROMPIDO,

VENCIDO, CRUCIFICADO!

PRECISA SER SOCORRIDO!

TEM QUE SER EXORCISADO!

 

O BRASIL NÃO TÁ PERDIDO

SEU POVO É FORTE E HONRADO!

É GIGANTE ADORMECIDO

QUE ,QUANDO FOR DESPERTADO,

PELO SEU POVO SOFRIDO,

POVO VILIPENDIADO,

TODO O MAL SERÁ PUNIDO

EXTINTO E ANIQUILADO!

 

 

O BRASIL NÃO TEM PARTIDO.

MAS VAI CAÇAR COMO GATO.

E CADA RATO ELEGIDO

PAGARÁ O NOSSO PATO.

 

MAIS QUE COMIDA NO PRATO

QUEREMOS O MERECIDO

RESPEITO E O FINO TRATO

DO PODER CONSTITUÍDO.

 

 

CHEGA DE TANTO DESTRATO!

AVANTE! POVO QUERIDO,

PELO FIM IMEDIATO 

DESSE CAOS INSTITUÍDO.

 

O BRASIL NÃO TEM PARTIDO

DA PREMISSA QUE O ESTADO

ESTÁ SEMPRE SUBMETIDO

AO CRIVO DOS GOVERNADOS.

 

O BRASIL DESGOVERNADO,

Á PULSO SERÁ CONTIDO.

FARÁ PARTE DO PASSADO

ESTE PRESENTE DORIDO!

 

AH, E O FUTURO ESPERADO,

TÃO SONHADO E ENALTECIDO

JÁ DE HÁ MUITO ANUNCIADO

SERÁ, POR FIM, ATINGIDO!

 

SERÁ ENFIM ALCANÇADO

O FUTURO PROMETIDO!

BRASIL, SOLO ABENÇOADO!

TU SERÁS DO MAL REMIDO!      

 

PAULO MIRANDA BARRETO 26/03/2015 (COISAS QUE BRILHAM NO ESCURO)

VISITEM: paulomiranda barreto.wordpress.com

 

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DEIXE OS PEIXES

FISHES1

DEIXE OS PEIXES

 

Se o mar não tá pra peixe,

o mar ainda é o mar!

Ah, calma lá, não se queixe.

 A maré vai melhorar!

 

Se a maré não tá pra peixe,

amar ainda é amar!

O amor é de luz um feixe

que nada pode apagar!

 

Se o mar não tá pra peixe,

você fica sem pescar.. .

Mas calma lá, não se avexe!

Navegue! Vá mergulhar!

 

Se a maré não tá pra peixe

hoje, amanhã há de estar!

Não deixe de amar, não deixe!

O amor não pode acabar!

 

Vá, bora lá, se desleixe

de tanto se lastimar.  . .

Não deixe de amar, não deixe!

Encha de peixes seu mar!

 

O amor é de luz um feixe

que assombra a sombra sem par.. .

(O amor multiplica os peixes,

os pães e a sede de amar!)

 

E se o mar não tá pra peixe,

quem lhe impede de nadar?

Não deixe que nada o deixe

cansado de acreditar!

 

Se a maré não tá pra peixe,

o amor é maior que o mar!

Não deixe de amar, não deixe!

Ah, deixe os peixes pra lá!

PAULO MIRANDA BARRETO-  ( COISAS QUE BRILHAM NO ESCURO 03/2015)

FISHES2

POEMA FEITO ÁS PRESSAS II

BUTTER

POEMA FEITO ÁS PRESSAS II

Pressa

           rasga

                      borboletas.

Aprendamos:

 

Perfeitas

são as horas

que ganhamos

enquanto dormimos,

enquanto sonhamos,

enquanto nos distraímos

com o que mais amamos.

 

Ora, á que viemos????

Para onde vamos????

O importante é onde nós estamos!

É hoje

a hora boa que esperamos!

Façamos da alegria

nossa meta.

 

Sejamos nós,

sem fórmula secreta,

felizes ,

sem o dogma

da pressa.

 

No fim, o que interessa

é o que se fez,

é o que se faz

de bem, de bom,

assaz, á beça!

 

Assim que um dia acaba,

outro começa.

Saibamos viver um

de cada vez.

 

(Com gosto e com frisson. . .

Com graça que não cessa. . .

Na boa, no bem-bom. . .

Menos depressa).

 

PAULO MIRANDA BARRETO/  16 ,MARÇO,2015

ROSA VERMELHA

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ROSA VERMELHA

Rosa vermelha

Rosa molhada

Cheiro de moça

Moça banhada

N’água do Rio

Em mel de abelha

Rosa melada. . .

Rosa vermelha. . .

Rosa vermelha

Rosa molhada

Quando me roça

Desabrochada

Quanto arrepio!

Quanta centelha!

Rosa encharcada

Rosa. . .Vermelha!

PAULO MIRANDA BARRETO/ 2006

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A ÚLTIMA PROFECIA

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A ÚLTIMA PROFECIA

 

Quando for tarde demais

olharemos para trás. . .

Não haverá o que ver.

 

PAULO MIRANDA BARRETO  2007

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ROTINA II

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ROTINA II

 

Todo dia o dia nasce

por dever

 

Minha dor é o dissabor

de obedecer

 

Eu me vendo

eu me rendo

eu me acostumo

 

Fui criado pra sonhar

e sequer durmo.

 

PAULO MIRANDA BARRETO. 2007

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BALANÇO (para o rol do esquecimento)

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BALANÇO ( para o rol do esquecimento)

 

Entre noites frias e dias de Sol

sempre recebo menos do que dou.

mas, aterrisso menos do que voo.

    O meu verão carrega um cachecol.

 

Eles verão mais tarde que não sou

da Lira que delira um girassol.

Sempre recebo o mesmo que mais doo. . .

    Não vou, do esquecimento, estar no rol.

    (OU VOU?)

 

PAULO MIRANDA BARRETO- Dezembro/2007

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