POEMINHO INÚTIL

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POEMINHO INÚTIL

 

A noite sussurra segredos ao vento

e o vento confessa pecados ao mar

mas, ah, quê pecados cometeu o vento

e quantos segredos a noite terá?

 

 

Só eu, na janela desse apartamento

não tenho segredos de mim pra contar

nem mesmo pecado que eu possa, á contento

como faz o vento, confessar ao mar

 

 

Vejo da janela desse apartamento

a noite e o vento e as águas do mar. . .

Mas, ah, quê fazer se meu vão pensamento

à noite e ao vento não pode falar?

 

 

Se meus sentimentos voassem ao vento              

sob o céu da noite e sobre o imenso mar

eu bem poderia dar-lhes o alento

que a noite e o vento não me podem dar.

 

Paulo Miranda Barreto-2010

 

Este trabalho está licenciado com uma Licença Creative Commons – Atribuição-CompartilhaIgual 4.0 Internacional.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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