LUMINOSO

 

Lentas, as horas escoam

num compasso dissoluto.

E as vozes que me povoam

deixam seu túmulo oculto.

 

E dizem versos. . .Caçoam

dos sonhos meus. Eu escuto.

As dores. . .deixo que doam.

Mal nenhum é absoluto.

 

E os males não me atordoam.

Eu sou dos sonhos reduto.

Eles, em mim, se amontoam.

Por força deles, eu luto.

 

E os vaga-lumes que voam

comigo á cada minuto,

sabem meu canto. . .e o entoam.

Guiam, na treva, o meu vulto.

Paulo Miranda Barreto

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