VENCIDO CONVENCIDO

VENCIDO7

VENCIDO CONVENCIDO

 

Por que diabo estou rindo

se, de dor, vivo morrendo?

Por que de uma vez não findo

meu sofrimento e me rendo?

 

 

À minha desgraça, eu brindo

(e, disso, não me arrependo)

Sei que Jesus não tá vindo

e sei que  Deus não tá vendo. . .

 

 

Lá fora, trovões rugindo

vento zunindo e, eu dizendo:

-Oh! Como o dia está lindo!

(Confesso, nem eu me entendo)

 

 

Nestes poemas, fingindo

tão verdadeiro vou sendo

que duvido estar mentindo. . .

e, acabo me convencendo.

 

PAULO MIRANDA BARRETO

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A MÍNIMA DÚVIDA

DÚVIDAA MÍNIMA DÚVIDA

 

A

vida

é

terna?

 

PAULO MIRANDA BARRETO

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SANGUE NO OLHO

SANGUE

SANGUE NO OLHO

 

Cansei de ver sangue no olho da rua

Cansei de ver balas (e vidas) perdidas

Cansei de ouvir que ‘’a luta continua’’

sendo que as pessoas sentem-se vencidas

 

 

Cansei de ver que o ódio se acentua

enquanto que o amor . . . lambe as feridas

por ver que o Mal avança e o Bem recua

pra escuridão  . . .  de um beco sem saída.

 

PAULO MIRANDA BARRETO

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QUADRA QUADRADA E RETRÓGRADA

GOOGLEQUADRA QUADRADA E ‘RETRÓGRADA’

 

A geração moderna (e futurista)

sem pejos, troca os lumes pelos breus. . .

Duvida da verdade (que a contrista)

e, tem mais fé no Google do que em Deus.

 

PAULO MIRANDA BARRETO

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MANSO INCOMPASSIVO

MANSOMANSO INCOMPASSIVO

 

Mito é um substantivo

muito mais que sugestivo

atribuído à um sujeito

 

 

tão néscio, tosco e nocivo

que chega a ser repulsivo. . .

(Muitos o julgam perfeito)

 

 

Eu, do contra e contrafeito

com veemência o rejeito

(Não sou da ilusão cativo)

 

 

E, creiam, não é despeito

é que . . . ver um asno eleito

fez-me um ‘manso incompassivo’.

PAULO MIRANDA BARRETO

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DORIDA VERDADE

A VERDADE 1

DORIDA VERDADE

 

Meu bem, a Verdade dói

e a mentira anestesia. . .

Mais vale a dor que constrói

do que a ilusão que alivia.

 

PAULO MIRANDA BARRETO

IMAGEM: ‘’A verdade saindo do poço’’ by JEAN LÉON GÉRÔME (1896)

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NEGROS ALVOS

negro alvo2NEGROS ALVOS

 

É só pela ‘ausência cutânea de alvura’

que negras e negros não vivem à salvo

dessa fúria branca, bronca  e obscura

que, deles, tem feito seus diletos alvos?

 

Ora! A negritude denigre a ‘Nobreza’?

Agride a ‘grandeza’ (irreal) da brancura?

 

Ou, todo esse ódio é fruto da fraqueza

dos que, da Igualdade, têm asco . . .  e  paúra?

 

PAULO MIRANDA BARRETO

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OS MEIOS

marig1

OS MEIOS

 

Quê fim levou Marighella?

Quê fim levou Marielle?

Em comum, entre ele e ela

só havia. . . a cor da pele?

 

 

Indaguei aos Querubins

que disseram sem rodeios:

 

-Creias que, nem sempre ‘’os fins

justificam (mesmo) os meios’’.

 

PAULO MIRANDA BARRETO

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EM TUDO, O TODO

OUROBOROS

EM TUDO, O TODO

 

Seu suor e sua lágrima

têm gosto de mar (Enigma?)

Vêm o seu sêmen e o magma

da mesma Fonte benigna. . .

 

 

Que duvide o pusilânime

incapaz de ver o estigma

divino, eterno e equânime

em tudo. (O Todo é força fidedigna).

 

PAULO MIRANDA BARRETO

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CANÇÃO FEBRIL

FEBRIL1CANÇÃO FEBRIL

 

Não largo da sua mão

Com você, desço ladeira

pulo dentro de  vulcão

escalo uma cordilheira

 

 

E, em riba da ribanceira

e, à beira do ribeirão

beijo-lhe a face faceira

e ganho o seu coração!

 

 

Dedilho a rósea fogueira

com fagueira  devoção

e a defloro de maneira

que arda de doida paixão. . .

 

 

e a respiração ligeira

e a célere pulsação

comporão nossa primeira

lasciva . . .  e febril canção.

 

PAULO MIRANDA BARRETO

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